A floresta de Hockenheim

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Tempo de férias e a coluna Pelas Pistas segue contando a história dos principais autódromos do mundo. O circuito de Hockenheim, na Alemanha foi inaugurado no dia 25 de maio de 1932 com uma corrida de motos. Sua ideia inicial era apenas para ser uma pista de testes da fábrica Mercedes-Benz. Seu traçado original tinha 12000 metros  e  um desenho similar ao de um circuito oval com duas grandes retas, uma longa curva na parte da floresta e um gigantesco retorno na parte da vila.

Em 1934, foi realizado o primeiro campeonato alemão de marcas, que nos dias atuais seria a DTM. Com a ascensão de Adolph Hitler e do nazismo, o circuito passou a ser utilizado para preparar tanques e carros oficiais. Em 1938, foi expandido e rebatizado de Kurpfalzing.

Durante a Segunda Grande Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, o circuito ficou praticamente abandonado. Apenas em 1947, quando a Alemanha começou a reconstrução do país no pós-guerra, é que a pista foi reaberta e recebeu o nome atual de Hockenheimring.

 Apenas em 1977, o Autódromo passou a receber as corridas de Fórmula 1, embora que o país é um dos poucos a estar no calendário da categoria desde 1950, só que antes as provas eram realizadas em  Nürburgring, mais conhecido como “Inferno Verde”  por ter curvas perigosas, diversas irregularidades no asfalto e pelo gravíssimo acidente que o tricampeão mundial de Fórmula 1 Niki Lauda sofreu em 1976.

Até o ano de 2006, Hockenheim só não foi palco do GP da Alemanha em 1985, quando a corrida foi realizada na nova pista de Nürburgring. A última grande mudança que o traçado sofreu foi entre 2001 e 2002. Na época, o chefão, Bernie Ecclestone, pediu para diminuir a extensão da pista, para torná-la mais rápida atraente para a TV.

O “pedido” foi aceito e o circuito foi reduzido para 4.574 metros, perdendo o aspecto oval, composto por retas, curvas de alta e de baixa sobre um terreno plano.  Apesar das reformas, é impossível esquecer o traçado de Hockenheim. Daquele circuito quase oval que passava dos 7000 mil metros de extensão, composto de retas longas e chicanes travadas, fazendo com que o carro que estava em sétima marcha reduzisse para a primeira bruscamente. Nessa época a prova era a segunda mais rápida do calendário da Fórmula 1, perdendo apenas para Monza, na Itália.

Desde 2007 o GP da Alemanha passou a ser revezado entre Hockenheim e Nürburgring a cada ano.  O Brasil tem sete vitórias no circuito. Ayrton Senna e Nelson Piquet venceram três vezes e Rubens Barrichello foi último brasileiro a vencer em solo alemão em 2000, quebrando o jejum de sete anos do país na Fórmula 1, aliás, essa foi sua primeira vitória na categoria e histórica para todos os fãs do esporte. Bons tempos que não voltam mais…

Fonte: Coluna – Pelas Pistas

Samoel Weck é jornalista e apresentador de rádio e TV a 30 anos. Diretor e responsável pela Mídia Carros e Marcas, que engloba o Portal Carros e Marcas e o Programa Carros e Marcas TV.