Envelopamento é opção econômica para manter pintura do carro em dia

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Não tem jeito: saiu da concessionária, o carro já desvalorizou. No entanto, mantê-lo o mais preservado possível pode garantir um dinheirinho extra na hora da venda. E o envelopamento – forração do veículo com material adesivo fosco – pode ser um aliado no objetivo de manter o carro como novo. 

Isso porque, embora a função principal do envelopamento seja estética, a película acaba formando uma barreira de proteção, evitando pequenos arranhões e batidas de pedra ou de portas. Ou seja, na hora de vender, mesmo que o carro tenha mais de cinco anos de uso, a pintura estará nova, sem arranhões, sujeiras ou queimada de sol. 

A alternativa também aparece como boa opção para o bolso do proprietário: enquanto um serviço de repintura completa custa cerca de R$ 3 mil para um modelo hatch compacto, envelopar um desses veículos custa, em média, R$ 1.500. 

Cuidados
No entanto, alguns cuidados precisam ser tomados na hora de envelopar o veículo. O principal deles é conhecer o serviço que será prestado e ter a certeza de que ele é de qualidade. O bom envelopamento pode ser retirado sem causar nenhum dano a pintura original. No entanto, existem alguns materiais que, ao serem retirados, deixam cola adesiva que não saem de forma alguma do carro. 

Nesses casos, o que era para conservar acabará desvalorizando o veículo. Especialistas garantem que o envelopamento feito com bom material pode ser retirado, independente do tempo de uso, sem deixar nenhum resquício de cola no automóvel. 

Para a limpeza é importante não utilizar equipamento de alta pressão e produtos químicos. Basta lavar com sabão neutro e desengraxante. 

Dentro da lei
O envelopamento é permitido por lei. No entanto, se você pretende mudar a cor do carro será preciso alterar também a documentação. Para fazer a alteração, você pode contratar um despachante ou ir direto ao Departamento de Trânsito de sua cidade. 

Sobre o envelopamento, o site do CONTRAN (Conselho Nacional do Trânsito) traz a seguinte informação: "Art 14. Serão consideradas alterações de cor aquelas realizadas através de pintura ou adesivagem em área superior a 50% do veículo, excluídas as áreas envidraçadas. Parágrafo único: será atribuída a cor fantasia quando for impossível distinguir uma cor predominante no veículo".

A lei só não permite que carros sejam envelopados com adesivo cromado, pois os mesmos podem refletir raios solares e ofuscar a visão de outros motoristas, podendo causar acidentes. 

Fonte: infomoney

Samoel Weck é jornalista e apresentador de rádio e TV a 30 anos. Diretor e responsável pela Mídia Carros e Marcas, que engloba o Portal Carros e Marcas e o Programa Carros e Marcas TV.