Motor Renault RS27 conquista a segunda colocação no GP da Austrália com a equipe Red Bull Racing

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O motor Renault RS27, fornecido pela Renault Sport F1 – divisão esportiva da Renault na Fórmula 1 como fornecedora de motores e tecnologia -, permitiu que Sebastian Vettel, piloto da equipe Red Bull Racing, conquistasse o segundo lugar no GP da Austrália, disputado neste final de semana. O atual campeão do Mundial de Pilotos terminou a prova 2.1 segundos atrás do vencedor, Jenson Button, e dois segundos à frente do terceiro, Lewis Hamilton. Seu companheiro da equipe Red Bull Racing, o australiano Mark Webber, terminou em quarto, sua melhor classificação para um GP em “casa”, proporcionando um total de 30 pontos ao conjunto Red Bull-Renault durante o primeiro GP do ano.

A equipe Williams de F1 teve um final de semana extremamente competitivo para o seu início com o motor RS27. Pastor Maldonado começou com uma espetacular oitava colocação nos treinos classificatórios e correu entre os primeiros dez colocados até a volta final. O venezuelano estava bem colocado na sexta posição, mas uma batida ocorrida enquanto ele brigava com a Ferrari de Fernando Alonso o jogou para o guard rail, apenas algumas curvas antes da bandeirada final. Bruno Senna se envolveu em um incidente na primeira volta, mas conseguiu voltar para a pista, acumulando preciosas quilometragens para o novo conjunto de chassi e motor. Infelizmente, sua corrida terminou após uma colisão com Felipe Massa.

Também movida pelo motor Renault RS27, a equipe Lotus de F1, teve uma excelente performance geral neste final de semana com Romain Grosjean, que colocou o seu E20 na terceira posição no grid. A corrida de Grosjean durou duas voltas, já que o carro dele foi jogado para a caixa de brita. O impacto quebrou a suspensão dianteira direita, forçando a abandonar a prova. Kimi Raikkonen subiu da 17a posição no grid para a sétima posição ao final do GP, conquistando preciosos pontos à equipe.

A equipe Caterham de F1 demonstrou um bom ritmo de corrida, com Heikki Kovalainen e Vitaly Petrov presentes no meio do pelotão. Entretanto, Petrov teve que se retirar na 36ª volta, devido a um problema com o volante, enquanto que a suspeita de ruptura de uma rótula da direção de Kovalainen na 41ª volta levou a equipe a retirá-lo da prova de forma preventiva.

No total, os motores Renault marcaram 36 pontos durante o GP da Austrália.

Rémi Taffin, responsável pelas atividades de pista da Renault Sport F1, dá suas impressões sobre esta etapa: O circuito da Austrália é difícil do ponto de vista de motores, pois precisamos oferecer boas retomadas na saída das curvas lentas ou medianamente rápidas, para conseguir uma boa aceleração nas retas. Isso acarreta um consumo de combustível extremamente elevado, o que requer uma gestão atenta do motor.

Assim, fica difícil obter um bom resultado na pista e, por isso, ter três carros marcando pontos não é um resultado tão ruim para um início de temporada. Entretanto, o que mais nos encoraja são as performances e o ritmo mostrados por todos os nossos parceiros. Vettel e Weber fizeram uma bela corrida, terminando em segundo e quarto lugar; mesmo que este não seja o resultado que gostaríamos de ter tido, é um início sólido e uma boa base na qual podemos nos apoiar.

A equipe Lotus de F1 conseguiu alguns bons pontos com Raikkonen. Durante todo o fim de semana, eles correm bem, com uma sólida posição no grid para Grosjean e, ao final, um excelente resultado por parte de Raikkonen, tendo em vista a sua posição na largada.

O pacote Williams-Renault correu muito bem, tanto nos treinos de classificação como na própria corrida. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas é promissor. Maldonado tinha condições de fazer uma corrida sólida e parecia que ia marcar um bom número de pontos, mas não foi desta vez. Senna também não teve sorte, quando destroços do incidente com Felipe Massa causaram um superaquecimento do carro. Como este motor tem que ser reutilizado na Malásia, foi tomada a decisão certa de parar para evitar prejuízos extras ao motor.

A Caterham continua a se aproximar do meio do pelotão, mas é decepcionante não ter tido condições de chegar com pelo menos um carro até o final. Kovalainen teve um problema com o KERS (Kinetic Energy Recovery System – Sistema de Recuperação de Energia Cinética) bem no começo da corrida, o que levou a reduzir a sua potência, mas a equipe fez progressos em relação ao ano passado, o que é muito positivo.

Temos pouquíssimo tempo até o GP da Malásia, que nos impõe restrições extremamente diferentes em termos de motores. O calor e umidade elevados tornam difícil a vida dos componentes internos do motor e dos sistemas de arrefecimento. Estamos confiantes e prontos para enfrentar este desafio, graças ao suporte e ao trabalho da equipe de Viry-Châtillon e estamos impacientes para desenvolver excelentes resultados

Fonte: Renault press

Samoel Weck é jornalista e apresentador de rádio e TV a 30 anos. Diretor e responsável pela Mídia Carros e Marcas, que engloba o Portal Carros e Marcas e o Programa Carros e Marcas TV.