Os apelidos inusitados das peças do carro

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Interruptor da lâmpada indicadora de pressão do óleo, sensor de temperatura do indicador do painel, patins de freio… Como é? Freio usa patins? Algumas peças de carro têm nomes tão esquisitos (e/ou complexos!) que mais parecem grego ou, no mínimo, um trava-línguas dos bons. Imagine um mecânico dizendo: “senhora, seu carro está com um problema nas travas de retém do conjunto sincronizador”. Nem a pessoa mais entendida de carros seria capaz de decorar um palavrão desses, né? Não à toa, algumas peças de carro ganharam apelidos fáceis de decorar – e até engraçadinhos –, como cebolinha e cebolão. Anota aí os mais importantes para você ficar craque!

Cebolinha do óleo – o apelido não veio do além. Ele foi dado devido à aparência desse componente, que lembra uma cebola. Veja a figura a seguir:

O nome verdadeiro da cebolinha do óleo é “interruptor da lâmpada indicadora de pressão do óleo”, ou seja, é a peça que faz a luz do óleo acender no painel do carro. Para entender melhor: existe uma bóia dentro do reservatório do óleo e, quando o nível dele diminui, ela desce, encostando em um interruptor que fecha o circuito elétrico, fazendo a luz do painel acender. Esse alarme visual funciona também para todas as outras luzes do painel que indicam o funcionamento ou problema em algum sistema do carro.

Veja AQUI o significado das luzes do painel do automóvel

Bom, e não parou por aí. Tudo mais que tinha uma aparência similar à do interruptor de pressão também foi comparado a uma cebola, com algumas derivações que veremos a seguir.

Cebolinha de temperatura – é o sensor que aciona a luzinha que vemos no painel do carro indicando a temperatura do veículo.

Flauta – tubo distribuidor do sistema de injeção. Fornece combustível pressurizado a todos os injetores, que alimentam o motor.

Burrinho – um componente do sistema de freios do carro. Trata-se de um cilindro hidráulico. Há um burrinho em cada roda do automóvel, todos ligados através de tubos ao burrinho-mestre que é acionado pelo pedal. Quando o freio é acionado pelo condutor, um pino penetra no cilindro burrinho-mestre, forçando a saída do fluído de freio para os burrinhos das rodas. Dessa forma, os freios de cada roda são acionados.

Hidrovácuo – servo-freio. Tudo bem que o apelido não é muito melhor do que o nome, mas ficou consagrado. Trata-se de um mecanismo do sistema de freios que reduz o esforço físico do condutor exigido na hora de pisar no pedal do freio.

Macaquinho – travas do sincronizador (sincronizador é uma engrenagem que faz com que a troca de marchas seja suave).

Em tempo: o macaco, instrumento utilizado para trocar os pneus do carro, tem esse nome por causa do marketing de uma empresa americana que fabricava a ferramenta na época do filme “King Kong”. Para simbolizar força, a empresa colocou o nome no de “Monkey” (macaco) no equipamento. O nome se popularizou e, hoje, é utilizado tecnicamente.

Virabrequim – é a peça do motor para onde é transferida a força da explosão do combustível, transformando-o em energia mecânica que faz o carro andar.

Panela de freio – tambor de freio. Peça utilizada geralmente nas rodas traseiras do veículo. É responsável pela dissipação de calor gerado pelo atrito durante a frenagem.

Patins de freio – sapatas de freio. Entre patins e sapatas não muda muita coisa, mas apelido é apelido! Trata-se de uma peça que segura as pastilhas de freio presente nas rodas. As pastilhas são acionadas por uma força (mecânica, hidráulica, pneumática ou eletromagnética, dependendo do tipo de freio do seu carro) para pararem a roda.

Bandeja de suspensão – braço de articulação vertical da suspensão, ou seja, peça que permite a articulação das rodas de forma a absorver as irregularidades do terreno, mantendo a estabilidade do carro.

As bandejas se articulam em juntas conhecidas como buchas de bandeja, que devem ser trocadas quando apresentarem desgaste, pois, além de provocar folgas na suspensão do veículo, ainda provocam ruídos indesejáveis.

Pivô – junta esférica de articulação. Trata-se de um pino articulado que permite o movimento em várias direções. Um bom exemplo de um pivô fora do carro é a união do nosso braço com o nosso ombro: podemos girar o braço em qualquer posição sem que ele solte do corpo. O pivô de suspensão do carro é semelhante e possibilita que a bandeja de suspensão funcione sem perder o alinhamento. Quando está gasto, o carro pode perder o controle.

Relé de tensão – regulador de tensão (voltagem) do carro. Esta peça mantém a tensão da bateria em uma faixa determinada de voltagem, a fim de não danificar os equipamentos elétricos do veículo.

Platinado – conjunto ruptor. Conjunto de peças que abre e fecha o circuito de ignição, entrando em ação quando ligamos a chave do carro. Esses componentes distribuem energia elétrica para as velas, promovendo a queima da mistura ar-combustível nos cilindros. Nos carros de hoje em dia, esse sistema foi substituído pela injeção eletrônica.

Fonte: blog.bolsademulher.com

Samoel Weck é jornalista e apresentador de rádio e TV a 30 anos. Diretor e responsável pela Mídia Carros e Marcas, que engloba o Portal Carros e Marcas e o Programa Carros e Marcas TV.