Salão Internacional de Veículos Antigos homenageia os 100 anos do ‘The Spirit of Ecstasy’, símbolo da Rolls-Royce

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O Salão Internacional de Veículos Antigos homenageou os 100 anos do ‘The Spirit of Ecstasy’, que é o símbolo da Rolls-Royce, uma cerimonia especial onde foi contada a história a seguir, do surgimento deste simbolo.

The Spirit of Ecstasy: 100 anos – A imponente estatueta pousada sobre o capô dos Rolls-Royce completa um século. Por traz do símbolo dos automóveis mais luxuosos do mundo existe, entretanto, a história de uma paixão arrebatadora e proibida.
 
Uma história que começou em 1911, quando Lord Montagu de Beaulieu (John Walter Edward Douglas-Scott-Montagu) encomendou ao escultor Charles Robinson Sykes, um ornamento para o Rolls-Royce que acabara de receber. Era comum, na época, que os abastados proprietários de automóveis de luxo dessem demonstrações de status e poder, afixando obras de arte sobre o capô.
 
O nobre inglês tinha um relacionamento secreto com sua secretária Eleanor Velasco Thornton, mas devido às convenções sociais, não poderia se casar com ela. Numa prova de amor, decidiu homenageá-la, solicitando ao artista uma escultura que representasse sua amada sentindo a velocidade do vento e a música do motor. O resultado foi uma figura feminina inclinada para a frente e com o véu esvoaçante às  costas.  A estatueta original tinha o dedo indicador à frente dos lábios, sugerindo o segredo dos amantes, e recebeu o nome de The Whisperer (A Sussurante). Logo, o símbolo passou a ser cobiçado por outros proprietários de Rolls-Royce, levando a marca a encomendar ao mesmo escultor um ornamento semelhante para ser colocado acima do tampo do radiador de seus carros junto com as marcas RR. Sykes criou então, ainda em 1911, The Spirit of Ecstasy (O Espírito do Êxtase), tendo como modelo a mesma Miss Thornton. O escultor negociou com a Rolls-Royce, cedendo sua criação à marca, sob a condição de que ele tivesse exclusividade na produção das estatuetas.
 
Na época, elas eram produzidas uma a uma, pelo processo de cera perdida, e banhadas em prata. Era um acessório opcional, mas a partir de 1939, tornou-se padrão em todos os Rolls-Royce. Até 1951, traziam a assinatura do escultor Sykes. Hoje, as estatuetas são produzidas em níquel polido.
 
A história da mulher que serviu de musa teve um final trágico. Em 1915, numa viagem com o amante Lord Montagu rumo à índia, o navio em que viajavam foi torpedeado por um submarino alemão. Montagu salvou-se, mas ela faleceu no naufrágio.
 
Em 2011, a Rolls-Royce Motor Cars designou um dos mais renomados fotógrafos do mundo para um projeto inédito. Através das lentes de John Rankin Waddell, o ícone dos tradicionais carros britânicos ganha uma interpretação moderna e original. Numa atmosfera de beleza e sensualidade e captando toda a força da  marca, uma série de fotos artísticas transporta The Spirit of Ecstasy ao horizonte do século XXI.
 
"Este é um dos maiores projetos que eu já trabalhei", comentou Rankin.  "As imagens mostrarão um Rolls-Royce atual e passarão uma sensação de modernidade, direção e originalidade embora bonitas e inspiradoras. Os retratos englobarão diversas perspectivas incluindo o comprimento total assim bem como enquadramentos aproximados incorporando características faciais – um olho, uma boca – para refletir uma interpretação única de conotações da estatueta, enquanto que simbolizando calmamente as suas bases clássicas".
 
 

Fonte: http://antigomovel.blogspot.com

Samoel Weck é jornalista e apresentador de rádio e TV a 30 anos. Diretor e responsável pela Mídia Carros e Marcas, que engloba o Portal Carros e Marcas e o Programa Carros e Marcas TV.