A Porsche sai na frente no neuromarketing. Será?

A marca de carros esportivos alemã, lançou uma campanha bastante curiosa para o anuncio do novo Porsche 911 GT3.

Usando um aparelho que faz um exame que lê a atividade cerebral, o EEG (Eletroencefalograma), um voluntário se submeteu a um voo em uma aeronave de guerra, a L39 Albatros, e em seguida deu uma volta com o carro de corrida na pista de provas.

De acordo com o examinador que estava fazendo o exame através de aparelhos super modernos em sua base no solo, foi possível registrar online a atividade cerebral nas duas situações  e depois comparar os resultados.

Claro que a comunidade neurocientífica fez suas ponderações sobre o comercial. O neurocientísta  inglês Vaughan de Bell em seu blog declara:

“Isso tudo parece lógico e até mesmo crível para o observador casual. Sites de indústria automóvel como driving.ca e carscoops.com compartilharam o vídeo como ciência real que tinha sido transformado em um comercial. O site Porsche refere-se ao vídeo como “Um curto documentário sobre o mais extremo teste G-force sempre” Porém um exame mais detalhado mostra a coisa toda como uma fantasia.

Uma touca de EEG como a mostrada no anúncio é o tipo de dispositivo que poderia medir a atividade cerebral em movimento, mas poderia, eventualmente, ser preciso com quando a pessoa está rindo, gritando, e passando por várias contorções faciais?

A exibição de atividade cerebral parece ser uma visualização fictícia de neurônios individuais de queima, e a alegação de que um alto nível de atividade no núcleo accumbens, uma estrutura muito longe do couro cabeludo, e as imagens são mais parecida com as que são geradas por um aparelho de Ressonância Magnética Funcional (fMRI) de alta geração, usada nos estudos de neuromarketing, e não de um aparelho de EEG.

Os scanners cerebrais fMRI realmente podem medir os níveis de atividade em estruturas cerebrais profundas, mas seria difícil encaixar um daqueles tubos magnéticos gigantescos em um carro esportivo de dois lugares muito menos um avião de caça. Enquanto o equipamento EEG pode, de fato, ser altamente portátil, as unidades são suscetíveis a problemas causados ​​pelo movimento facial e atividade muscular.”

Como o blog NeuroBollocks aponta, mesmo que algumas tecnologias EEG avançadas realmente poderia medir com precisão a atividade no núcleo accumbens, mas, não poderia medir a liberação de dopamina, como o cientista relata no anúncio, que inclusive, foi considerado fictício pelos academia de neurociência inglesa, pois não há registro do mesmo.

Como uma parte do conteúdo de publicidade dirigida aos consumidores, o vídeo da Porsche funciona muito bem e deve ser declarado como ficção e não como um estudo científico dentro do neuromarketing.

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