Estamos próximos de um carro à prova de acidentes?

Engenheiros da empresa automobilística Volvo, na Suécia, prometem: na década de 2020, haverá um sistema anticolisões para veículos, apto a evitar qualquer morte por acidente de trânsito com o carro em questão.

A história moderna dos aparatos de segurança de automóveis ganhou seus últimos capítulos na segunda metade desse século, com a criação do cinto de segurança que trava em um clique. Depois disso, vieram air-bags, sistemas sofisticados de frenagem e complexos para-choques, mas as taxas de mortos e feridos nas estradas continuam alarmantes.

A cada ano, a média é de 1,3 milhões de mortos e 50 milhões de feridos por acidentes de trânsito no planeta. Especialistas afirmam que a maior parte das colisões (70% do total, segundo estimativas) têm “falha humana”: o condutor se distrai em algum ponto de uma longa viagem e comete uma imprudência. As novas tecnologias, portanto, combatem o problema pela raiz.

Os novos sistemas de proteção pretendem uma maior interação entre homem e máquina. O carro terá “olhos” atentos à estrada, para detectar situações de perigo, e também à atenção do motorista, que é avisado por sinal sonoro ou visual diante de uma ameaça na estrada, com a maior antecedência possível.

Incrementos adicionais estão sendo desenvolvidos para dar suporte a essa tecnologia. Entre eles, os cientistas projetam um sistema de controle automático da velocidade dentro dos limites adequados, além de monitorar constantemente a distância de outros veículos. Com isso, a movimentação das ruas e estradas seria “redesenhada” em nome da segurança.

As principais críticas a esses novos mecanismos estão ligados à comodidade. Alguns estudiosos afirmam que um motorista, cercado de tantos aparatos que fazem procedimentos de segurança por ele, tende a ficar mais relaxado, e não mais atento.

Nesta fronteira delicada, alguns defendem que o computador deva assumir completamente a direção dos veículos, criando um piloto automático e eliminando a necessidade de um motorista. Mas essa meta, além de ainda estar distante com a tecnologia atual, não deixa de causar controvérsia entre quem entende do assunto. [BBC]

 
 

Fonte: BBC

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